Sim! Há dois anos resolvi fazer um blog pessoal (o famoso “dessa vez é sério!”), não que nunca havia tentando ter um lugar virtual pra postar os devaneios da vida, mas nunca saia nada, as cenas pulavam rapidamente, se trombavam, eu não conseguia me fazer entender em meio a toda bagunça, acabava apagando tudo depois, restavam pequenos textos limitados aquelas maravilhosas aspas, e só. Sou ruim, ruim mesmo em colocar toda a loucura pra fora da cachola – trava, bloqueia, congela. Acontece. Escrevia muito mais na adolescência, mas quase nada mudou, sempre tive esse bloqueio pra transcrever toda a coisa sentida, e deve ser assim pra quase todo mundo. Enfim. Um dia, num passado distante, certo alguém me disse que seria ótimo se eu começasse a escrever “todas essas coisas inacabadas – que sou”. Bom, eu nunca pensei nisso, existe a preguiça, a monotonia, e tenho um sério problema de largar tudo que começo, como já aconteceu.
Hoje, conversando com um amigo resolvi levar adiante esse blog (cadastrado a exatos dois anos). De qualquer forma, pra mim, escrever é uma forma de manter a sanidade, temporária, de manter algumas lembranças, avoadas. São pensamentos e sentimentos cuspidos pra fora, sem padrão de escrita, não será nu e cru, mas esmigalhados. Obviamente.
Que dure pouco mais de um dia.
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