​Eu fotografo o que imagino.

Minhas imagens são frágeis, eu nunca as vi, mas sei que existem, e várias delas me causam grande emoção, me tocando profundamente.

Este é Evgen Bavcar, Esloveno, cego antes de completar 12 anos de idade, fotógrafo. Ele traz a tona a mágica face da fotografia, nos mostra que aquele “olhar fotográfico”, é o invisível, você deve fechar os olhos e abrir a mente e coração.
De uma sensibilidade incrível e intuição fora do normal, ele fotografa o que imagina, o mundo invisível, parte de si, tomando forma em nossa realidade. Em preto e branco suas fotos parecem sonhos, você entra nesse lugar fantástico, viaja por esta realidade distorcida, e essa é a parte que mais amo na sua arte.

Lembro que meu primeiro trabalho de fotografia foi sobre ele (isso foi a uns cinco anos), escolhi ele como tema, escolha óbvia pra descrever tudo o que também sentia em relação a fotografia – nome que sempre esqueço, memória ridícula a minha – o Facebook me lembrou que hoje é o Dia Mundial da Fotografia, comemorando os seus 177 anos, eu, até então não fazia a menor ideia disso, resolvi escrever, e pensei logo de cara nesse Cara, que é um Ser incrível. Quase não faço esse post hoje (não “poste”, POST! John… haha), tudo dando errado, minha mente entrou no modo pause, mas resolvi correr e escrever algo breve.

Sempre estou pensando: “isso daria uma linda foto“. – longe na maioria do tempo, perco o tempo, mas não me importo, ainda tento memorizar aquilo tudo que passa na minha frente. Sei que irei esquecer da maioria em pouco tempo, mas sei também que um dia qualquer volta, sempre volta.

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