O Grito e Pink Floyd

Skrik, conhecido “The Scream” (“O Grito”), a pintura mundialmente famosa do pintor Edvard Munch, que na verdade é uma série de quatro quadros (Der Schrei der Natur / O grito da Natureza). Aquele – a angustiante, em pleno desespero, pálida assombrada figura em uma ponte. Acredito que em algum momento da vida já ouviram falar dela.
Em uma das versões, a de 1895 o Edvard deixou um poema. Inspiração da imagem, a “visão apocalíptica” do mundo como ele mesmo descreveu, – ou a mais profunda reflexão da própria mortalidade.

I was walking along the road with two friends / The Sun was setting – the Sky turned blood-red / And I felt a wave of Sadness – I paused / tired to Death – Above the blue-black / Fjord and City, Blood and Flaming tongues hovered / My friends walked on – I stayed behind – quaking with Angst – I felt the great Scream in Nature.

Eu caminhava pela estrada com dois amigos / o Sol se punha – de repente o Céu tornou-se vermelho cor de sangue / Senti uma brisa de melancolia – e parei / paralisado, morto de cansaço – sobre o azul negro / O Fiorde e a Cidade penduravam-se em Sangue e Línguas de Fogo / Meus amigos continuaram a caminhar – eu permaneci atrás / – tremendo de ansiedade – Senti o grande grito na Natureza.

Eu gosto de arte, tive o básico de conhecimento e muita curiosidade, mas não entendo muito dela. Enfim, o post não foi exatamente para falar sobre o quadro em si, e sim sobre o curta de animação feito pelo Sebastian Cosor (Romeno / Visual Effects Producer – Animation Director).
O curta é de 2012 e tem 3 minutos e pouco de duração. É uma animação incrível, o Cosor foi genial, juntando duas obras atemporais, dando vida ao quadro com a maravilhosa música “The Great Gig in the Sky” da banda britânica de rock Pink Floyd. Juntas, captam e explode em sentimentos, até então, invisível. GENIAL!
Há também um detalhe intrigante entre o quadro de 1985 e a capa do disco “Dark Side of the Moon”, (talvez seja uma referência, talvez não… nunca saberemos). Não vou colocar a imagem, mas é bem interessante, procurem depois.
No curta há um pequeno diálogo com aquele maravilhoso sotaque britânico entre os dois personagens iniciais, sobre a morte, que foi desenvolvido a partir da introdução da música trilha.

And I am not frightened of dying, any time will do, I don’t mind.
 Why should I be frightened of dying?
 There’s no reason for it, you’ve gotta go sometime.”
“If you can hear this whispering you are dying.”
“I never say I was frightened of dying.

E eu não estou com medo de morrer, a qualquer momento morreremos, eu não me importo.
Por que eu deveria ter medo de morrer?
Não há razão para isso, você tem que ir algum dia.”
“Se você pode ouvir este sussurro você está morrendo.”
“Eu nunca disse que tinha medo de morrer.

Eis o vídeo – tem também uma outra versão desse curta, que é o “The Scream – Winter Version”. A diferença é somente climática, que ficou bem interessante.

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