pensamentos

  • A Sobra do Dia.

    Sinto essa falta, quase sufocante dos pedaços cheios, aqueles que em algum momento tomaram uma significante parte de mim – arrancaram, devoraram, essa pequena existência juntos.

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  • Endorfina.

    Longe da multidão é possível ver o quadro todo, me afasto então. Os aglomerados cheios de querer tanta atenção, o desespero para se sentir acolhido, amado, escolhido, uma peça importante no jogo – é interessante assistir ao longe, enxergar nitidamente esse falso improviso decorado. Já vi os sorrisos, rasgados, trêmulos e cansados, nos becos, contra

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  • Meia noite.

    A árvore não está tão velha, não chegou a metade de sua vida, mas sua raiz já está apodrecendo, suas folhas agora caem fora da estação, poeira no ar, e o ar está úmido. Ouço ruídos, ocos, uma respiração ofegante, abafada, sinto tão próxima, parece se misturar com a minha, – aquelea velha e leve

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  • Meio dia.

    A velha sensação, – ambígua. Esqueci de algo, esta manhã lembro de acordar e lembrar que eu deveria ter lembrado de algo, esqueci, odeio essa sensação, é como perder alguma coisa, mas, não saber o que é. Angustiante.  Sinto aquele formigamento familiar, não é coisa boa, a ansiedade dá as caras, começa pelas pontas dos

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  • “Minhas imagens são frágeis, eu nunca as vi, mas sei que existem, e várias delas me causam grande emoção, me tocando profundamente.” Este é Evgen Bavcar, Esloveno, cego antes de completar 12 anos de idade, fotógrafo. Ele traz a tona a mágica face da fotografia, nos mostra que aquele “olhar fotográfico”, é o invisível, você deve

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