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Nunca pensei que isso tudo sairia do controle. Que sentiria esse pesar existencial tão profundo assim. Que não saberia viver. Ao acaso você vira a esquina, e o ar fica friamente denso, o vento forte e descontrolado, o céu desaba, escurece. Há luzes aqui e ali. Tudo em segundos se desfaz, tudo muda, e as
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Algo quebrou, e isso foi a tanto tempo que nem lembro mais. Agora tudo é caco. Milhares. As vezes, tropeço e caio em um monte deles, me rasgo com os pedacinhos espalhados, retalho a pele, formando finos rios vermelhos que transbordam, e percorrem meu corpo até o piso frio, alagando. Ninguém consegue enxergar, essa pele,
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O avesso sem contexto, que carrega a pausa do dia. Há muito tempo, ou bem, no decorrer dele, eu perdi parte daquela euforia torturante de quando olhava o mundo, em que cada detalhe trazia uma nova perspectiva de um misterioso lugar. Algo na minha mente, do meu passado, ou vestígios de um passado que nem
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Há um desconforto na vida, em viver. É mais profundo que isso, a existência. A apatia das camadas visíveis, a empatia invisível. Existe essa pressão profunda em volta, entre você e tudo que supostamente você toca, sente. Muitas vezes, nos longos momentos desse viver, sinto esse cheiro, intenso, do ventos úmidos, – percorrendo estas lacunas
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Skrik, conhecido “The Scream” (“O Grito”), a pintura mundialmente famosa do pintor Edvard Munch, que na verdade é uma série de quatro quadros (Der Schrei der Natur / O grito da Natureza). Aquele – a angustiante, em pleno desespero, pálida assombrada figura em uma ponte. Acredito que em algum momento da vida já ouviram falar