sentimentos
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Para os momentos de silêncio entre o que fomos e o que somos. Introdução (achei que seria apropriado) Às vezes, um instante fora do meu próprio universo traz uma lembrança inesperada. Vejo caminhos que se distanciam, vozes e gestos que se transformam, diferentes do que um dia conheci. Não é tristeza, nem julgamento, mas o
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Tudo está suspenso.A floresta respira em névoa, como se o mundo tivesse esquecido de acordar. As árvores, quietas, carregam em si o frio da hora anterior à primeira luz — quando nem o tempo tem certeza se continua. Há orvalho nos galhos, nas folhas, nas margens do invisível. E então, lentamente, como quem não quer
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Há um tipo de colapso que não grita. Ele se instala devagar, como infiltração em parede antiga. Ninguém percebe no início. O colapso se instala silencioso, entre suspiros e gestos quase imperceptíveis, dissolvendo o equilíbrio sem alarde. É um processo invisível, que não pede licença nem sinaliza sua chegada — apenas consome, aos poucos, a
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A gente sempre sente uma saudade quando olha pra trás. Não daquela história que terminou com ponto final, nem das cenas que se encerraram com aplausos ou tragédia, mas daquilo que foi sumindo devagar, quase em silêncio, enquanto a gente crescia sem perceber. A saudade mais funda é essa que se esconde nas dobras do
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Há perguntas que a gente lança ao mundo como quem grita num abismo — e espera eco.uma confirmação, uma voz que diga: sim, continua, não, desiste, espera só mais um pouco.mas às vezes, tudo o que vem de volta é o vazio.nenhuma palavra.nenhum sinal.nada. e é aí que mora a dor. porque a ausência de