viver

  • Eco.

    Algo quebrou, e isso foi a tanto tempo que nem lembro mais. Agora tudo é caco. Milhares. As vezes, tropeço e caio em um monte deles, me rasgo com os pedacinhos espalhados, retalho a pele, formando finos rios vermelhos que transbordam, e percorrem meu corpo até o piso frio, alagando. Ninguém consegue enxergar, essa pele,

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  • Autorretrato.

    Há um desconforto na vida, em viver. É mais profundo que isso, a existência. A apatia das camadas visíveis, a empatia invisível. Existe essa pressão profunda em volta, entre você e tudo que supostamente você toca, sente. Muitas vezes, nos longos momentos desse viver, sinto esse cheiro, intenso, do ventos úmidos, – percorrendo estas lacunas

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  • Endorfina.

    Longe da multidão é possível ver o quadro todo, me afasto então. Os aglomerados cheios de querer tanta atenção, o desespero para se sentir acolhido, amado, escolhido, uma peça importante no jogo – é interessante assistir ao longe, enxergar nitidamente esse falso improviso decorado. Já vi os sorrisos, rasgados, trêmulos e cansados, nos becos, contra

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  • Rota do fim.

    Conheci é um sociopata. Por um tempo acreditei que sim, mas só por um tempo. Não presto muito atenção nas pessoas (ou presto muita), mas dessa vez fui pega de surpresa, não que tenha ficado curiosa, mas foi intrigante, e isso é bem difícil de acontecer. Fazíamos algumas sessões de leitura, leitura de mentes. Isso

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